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quinta-feira, 16 de abril de 2009

O tricolor está com você.

Não se pode medir a dor e a decepção que é para um jogador de 18 anos de carreira, a maior parte deles construída dentro do seu time do coração, sofrer uma lesão grave como a que Rogério Ceni sofreu no início dessa semana em um treino. Em qualquer momento da carreira de um jogador, seria um obstáculo difícil e penoso a se vencer. Mas para um jogador de 36 anos, que não está mais no seu auge físico - nem técnico talvez - pode ser ainda pior.


Ou não. Quando se trata de Rogério Ceni, é sempre possível que sejamos surpreendidos da melhor das maneiras. E é isso que todos os torcedores - tricolores ou não - que apreciam e respeitam todo o talento e o profissionalismo do goleiro mais ovacionado no Brasil - por merecimento - esperam que aconteça. É nisso que Marco Aurélio Cunha e toda a equipe médica e a diretoria do tricolor estão apostando. [off]É isso que eu espero.

Que Ceni se recupere, seja no prazo mínimo ou em 6 meses. E que mesmo que ele encerre a carreira ainda esse ano - o que provavelmente seria o melhor para ele e para o time - ele volte a jogar antes disso. Não é possível e não é justo imaginar um ídolo, uma pessoa e profissional excepcional como Ceni terminando sua impecável carreira sem voltar aos campos em condições de jogar pelo menos parte daquilo que ele sempre jogou, a serviço do tricolor paulista.

Os médicos do São Paulo F.C. estão confiantes quanto à recuperação do goleiro. Não só porque têm estrutura médica, equipamentos e totais condições para proporcionar isso a ele como poucos times do Brasil têm. Mas também porque conhecem a determinação e a disciplina de Ceni, além do evidente e estimulante desejo do goleiro ídolo de voltar aos campos o quanto antes e em boa forma.

É certo que em qualquer equipe que jogasse, Rogério seria um jogador disciplinado e esforçado. E faria tudo que estivesse ao seu alcance para voltar a campo. Mas ele não é só o goleiro do São Paulo F.C., ele é um torcedor do São Paulo F.C.. Um torcedor fiel e apaixonado, e que tem - para a sorte da nação tricolor - a oportunidade de servir ao seu time do coração, de estar para o time da maneira mais direta e efetiva possível. E isso será, com toda certeza, a maior motivação de Ceni para se recuperar. Saber que quando voltar, toda essa nação tricolor estará a sua espera, com um respeito e um amor ainda maior.


Volta. Ceni. O tricolor está em você. O tricolor está com você!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Clássico paulista.

Depois de um jogo digno de se mudar de canal, um festival de cartões merecidos ou mal aplicados, uma atuação fraca de ambos os times, a vergonha continua. Apesar de dois belos gols, nada de espetáculo para o futebol.Tirado do globoesporte:



Os torcedores do Corinthians não chegaram a esgotar os 10% de ingressos que foram destinados a eles para o clássico contra o São Paulo, mas alguns daqueles que estiveram no estádio do Morumbi neste domingo se envolveram em confusão no momento de sair. Segundo relato de torcedores, a Polícia Militar atirou bombas de efeito moral após correria por conta da chuva. De volta para parte de dentro, o tumulto terminou com 21 feridos, sendo 20 com trauma. Os dois mais graves tiveram fratura exposta. Além disso, parte do patrimônio tricolor quebrada. A Polícia confirma as bombas, mas explica que o caos começou após uma outra bomba ter sido atirada no Portão 15, por alguém que não foi identificado. Um torcedor que não quis dizer seu nome afirmou ainda que a confusão começou porque membros da principal organizada do Timão provocaram os policiais e atiraram objetos neles.



A Polícia explicou o ocorrido em entrevista do Tenente-coronel Hervando Luiz Velozo, comandante do Segundo Batalhão de Choque. Ele disse que a confusão começou por causa de uma bomba atirada do Portão 15. A torcida do Corinthians, que era escoltada para fora do estádio, achou que a bomba havia partido da Polícia, e foi para cima dos policiais, gritando ameaças de morte. Só então que os policiais lançaram duas bombas de efeito moral e uma de gás lacrimogêneo.

- Quando liberamos a torcida do Corinthians, uma bomba foi atirada de um estacionamento anexo ao portão 15. Metade da torcida voltou para o estádio e o restante foi para cima de nossa patrulha, gritando "agora vamos matar vocês", pois achavam que nós tínhamos lançado a bomba inicial. O Tenente Gaudino se sentiu acuado e mandou que jogassem três bombas, duas de efeito moral e uma de gás lacrimogêneo - resumiu Velozo, que divulgou o registro de dois policiais feridos.

No setor vip, onde ficaram os corintianos que pagaram R$ 90 pelo bilhete, três cadeiras foram quebradas, uma delas atirada no gramado. O vidro que separava essa área da arquibancada onde ficaram os alvinegros que tinham entradas de R$ 40 também foi quebrado. Marco Aurélio Cunha lamentou o ocorrido à Jovem Pan. - Tive conhecimento à distância disso, que só mostra que estamos certos em restringir o número de visitantes no estádio, para podermos preservar o patrimônio que lutamos tanto para construir. Diante desse fato, acho que devemos diminuir esses 10% ou até mesmo que não venha visitante. É um pena, é contra o futebol, mas o comportamento pede isso – falou o superintendente de futebol do Tricolor.

Os feridos começaram a ser tratados no ambulatório do Morumbi, e constantemente chegavam ambulâncias com mais torcedores. Os funcionários do local cuidaram de cerca de 20 pessoas. Nenhum dos torcedores corria risco de morte, e a maioria dos casos era de fratura. Posteriormente, os que precisavam de mais cuidados foram encaminhados para três hospitais da região: São Luiz, Albert Einstein e Campo Limpo.

O são-paulino Marco Aurélio Cunha foi ao ambulatório prestar solidariedade às vítimas, mas um grupo de seis corintianos não gostou nada da presença do dirigente lá e partiram para cima, o culpando pela confusão e o chamando de hipócrita. Protegido por seguranças, Cunha deixou o estádio.

Paulo Castilho, procurador do Ministério Público, esteve no Morumbi neste domingo e falou sobre o caso. Ele já tem um projeto de redução da torcida visitante e pretender levar isso adiante por questões de segurança.

- Quanto mais você reduz a torcida visitante, mais você reduz os problemas. É muito mais fácil trabalhar com menos gente – falou o procurador, que deseja ver a torcida visitante com apenas 5% da cota total de ingressos nas partidas.


Carolina Elustondo e Leandro Canônico, São Paulo.